
Segunda a domingo, das 12h às 23h
É num salão apertadinho, com paredes vermelho-amarelas, que a camaronesa Melanito Biyouha serve comida africana raiz no centrão de São Paulo. É um local modesto, sem muito apelo estético (com direito à TV sintonizada no jornal na hora do almoço). Ali o que brilha é pura e simplesmente a comida. O cardápio, recheado de pratos que a maioria dos frequentadores nunca nem ouvir falar – não se preocupe, além da descrição, há fotos para ajudar na escolha –, tem sabores familiares e texturas, nem tanto.
Boa pedida para abrir os trabalhos é a salada de mandioca, que na casa atende por Mbomg (R$ 25). Entre os principais, vá sem erro no Attieke (R$ 52), que combina cuscuz de mandioca com peixe frito, vinagrete, refogado de tomate e ovo cozido, ou no DG (R$ 45), que traz banana-da-terra frita com legumes e frango, ou ainda no Kamba (R$ 60), com camarão refogado, legumes e banana-da-terra.
Agora, se a ideia for explorar diferentes preparos e texturas, peça o Mafé (R$ 43), cujo peixe frito chega à mesa incrementado com molho de amendoim torrado e o tal do fufu de arroz – massa espessa e elástica, quase sem sabor, usada para acompanhar ensopados e pratos com molho.
Para adoçar, vá de Bumba (R$ 25): duas bolas de sorvete de creme com calda de tamarindo.
Na última página do cardápio, a chef sugere uma tilápia assada nteira, que é ótima pedida para compartilhar com os colegas. Ela chega à mesa com banana-da-terra frita, vinagrete, arroz, maionese e molho ngansang (R$ 160 para três pessoas). Mas, fique esperto, só peça se estiverem com tempo — o prato leva em média um hora para ficar pronto.








